JOVENS ESCRIBAS TRAZEM BARREIRA DO INFERNO A SAN PABLO
Uns bons malucos lá de Natal criaram um selo literário fodido: Jovens Escribas.Ai já viu, a fuzarca tava feita. Os brodis hoje, 03/10, telça, invadem a paulicéia, com uma festa da porra de lançamento. Lá na gloriosa ABLB, a nuestra Academia Brasileira de Letras Bêbadas, a Mercearia São Pedro, na cumeeira da Vila Madalena, que desde já se transforma na verdadeira barreira do Inferno, para lembrar a base natalense adonde são lançados os nossos foguetes e fuleragens.
Reparem só nos títulos: É tudo Mentira, Contos Bregas, Escolha o Título e Dos Prazeres aos Pedaços, respectivamente de Patrício Jr., Carlos Fialho, Thiago de Góes, Daniel Minchoni e Rodrigo Levino. Meninos eu li. Sei que num sou assim um fiador que se preze, mas se eu fosse você ia tomar uma lá com a gente. Começa às 20h, ali na rua Rodésia, 34. Simbora, cabróns & chicas.
Escrito por xico sá às 11h33
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
MODESTA PROPOSTA PARA ENGORDAR AS NOSSAS GAZELAS
Amiga chica e amigo cabrón, devagarzinho, na maciota, sem pressa, vamos derrubando o grande consenso internacional da ditadura da magreza,a magreza absoluta. Sou Quixote até a última queda, a última peleja, até que todas as Dulcinéias malucas ganhem uns quilinhos a mais e se materializem em minha frente, como me cutuca o velho Sancho Pança, com a sua vara de cutucar miragens no tortuoso deserto de Carençolândia.
E é justamente de Espanha que vem uma boa notícia. A Semana de Moda de Madri, dia desses, vetou 18 gazelas esqueléticas, só couro e osso como as vaquinhas da seca, dos seus glamourosos desfiles. Certíssimo. Além de incentivar a bulimia e a anorexia, esses pasteizinhos-de-vento, sem sustança alguma, meu Deus, incentivam as outras meninas a ficarem mais esquálidas, patéticas, alimentando-se como se fossem pintassilgos, canários da terra, patativas, meninas-melros que comem só alpiste e duas folhinhas de alface, vilgi!, voa, danada, acabei de soltar uma aqui da gaiola, voa meu papa-capim, minha bizunga, voa meu beija-flor, meu ossinho-colibri.
Nada como essas boas novas madrilenas, justo agora, quando o sol, na banca de revistas, anuncia as repetitivas manchetes das revistas femininas. A louca ditadura de sempre da magreza, dietas e mais dietas, os novos cremes, os novos plastificadores de pés-de-galinha, os novos milagres, frescura da porra, tudo para que las chicas fiquem publicitariamente gostosas, todas iguais no verão dos tristes trópicos.
Para homem que aprecia mesmo, já sabemos, isso não tem a menor importância. Claro que é bom se cuidar, mas ai estamos falando de saúde, outra coisa, uma caminhada aqui, um remo no Capibaribe, um timbungo na piscina, num poço, cachoeira, uma fodinha salgada e anônima nos mares nunca dantes, uma cerveja antes do almoço falando sobre livro e filme novo... e uma sesta depois que ninguém é de ferro.
Como já alertou esta tribuna, homem que é homem não sabe a diferença entre estria e celulite. Também não aceita rebocos e milagres de última hora _emplastro milagroso e benvindo aos nossos mocós-salós só mesmo aquele do Brás Cubas, o machadiano, sabe?. Mais vale uma boterinha com sex appeal, tomando uma cerveja com moqueca, sarapatel [lua de mel em Salvador ôôô!], canapés universais, fogazzas de San Pablo, pequi do Cariri, torresmosos corações das Gerais, mais vale uma cheinha gostosa numa adega carioca, mais vale uma gaúcha tocando o terror, na costela, no bafo,no bolicho... Mais vale uma mulher na qual se tenha o quê e adonde pegar, além muito além do rádio,tíbia e perônio que nos mostram os esqueletos dos nossos velhos livros de ciência do primário.
Mais vale uma cheinha de verdade, cria da costela do deus Crumb, do que um caminhão de ossos do São Paulo Fashion Week ou de qualquer outra pajelança da moda mundo afora.
Escrito por xico sá às 08h14
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|